Vídeo: Será mesmo que não precisamos do Feminismo?



06.08.2016


Oii pessoal, tudo bem com vocês? Nessa semana andei bem sumida por motivos de ~rematrícula. Porém, ontem estava eu navegando pelo Youtube e me deparo com um vídeo muito doido da Giovanna Ferrarezi explicando o motivo dela não acreditar que o Movimento Feminista seja algo válido. Até então eu pensei: “Ah, opinião dela, talvez tenha uma base” porém não.

O vídeo da Youtuber e Blogueira que eu tanto admirava simplesmente generalizou o movimento como algo esquerdista e politicamente incorreto. Minha opinião é bem clara sobre: não oprima a luta alheia! (ainda mais quando você não é atingida :) 

Nesse clima pesadissimo de ver um vídeo desses de alguém tão influente, fica minha explicação sobre o movimento e minha opinião sobre tudo isso que esta rolando nas internetes.

Júlia Escrito por:
Júlia

Traveler’s Stories #1: Viajando de ônibus por ai



04.08.2016


Hey pessoal, tudo bem com vocês? Hoje eu estou aqui para apresentar um quadro novo no Blog: o “Traveler’s Stories” onde mulheres viajantes irão nos contar suas histórias de vida pelo mundo. Não é um amor?
Hoje é a fez da Colaboradora Cebê que mora nos Estados Unidos já fazem 2 anos e desde a sua saída para o mundo, investe seu tempo e seu dinheiro em aventuras que possibilitem uma vivência realmente local. O Traveler Story de hoje se passa por New Orleans, Louisiana. Vem com a gente refletir sobre como é a realidade além do nosso próprio umbigo!
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Uma das minhas maneiras favoritas de viajar é: ônibus. Você aprende muito viajando de ônibus, aprende a ser mais paciente, faz contato com os passageiros, que muitas vezes são pessoas locais, e você ainda tem a chance de observar as melhores partes das cidades!
Uma das melhores experiências que tive, foi com o Megabus! O Megabus é uma das formas mais baratas de viajar pelos EUA, Canadá e Europa! Uma das viagens mais loucas que eu fiz foi de Washington DC até New Orleans, em Louisiana. Foram 1.750 km em duas etapas; a primeira foi de DC até Atlanta, na Geórgia. No ônibus fiz amizade com uma moça chamada Mariah, ela era linda, negra, magra, tinha os dentes meio amarelados de cigarro e o cabelo roxo. Contei para ela que estava indo para New Orleans, e que só tinha algumas horas parada em Atlanta, então, eu iria dormir na estação de ônibus. Ela me disse: “Não faça isso!”, e me disse o quanto aquela área da cidade era perigosa e que estupro era algo “comum” ali. Ela me convidou para ficar “passeando” pela cidade com ela durante a noite, até meu ônibus chegar, o que seria às 6 da manhã. Fomos para o hotel onde ela ficaria, conheci o namorado, um amigo e a irmã dela. Eles chamavam a si mesmos de “niggas”. Passamos pelas partes mais pobres de Atlanta, não era um cenário lindo, mas ali eu vi a cultura, a vida de muitos americanos, que você não vê nos comerciais de tv, e me senti grata por ter a chance de viver aquela experiência.
A irmã da Mariah disse que eu era louca por querer dormir na estação! Ela me disse o quanto ali era perigoso e que ela já havia sido estuprada por o irmão de uma amiga. Eu fiquei chocada e disse “nossa eu sinto muito, que coisa horrível!”, ela disse que tudo bem, que estupro ali era “normal” (cultura do estupro não existe, não é?). Depois de uma noite festejando por Atlanta, me despedi dos meus novos amigos e fui para estação, onde peguei meu segundo ônibus.
Depois de algumas horas, cheguei a maravilhosa cidade de New Orleans! Me apaixonei pela cultura, pelas pessoas, pela arquitetura e acima de tudo, pela energia daquele lugar. Comi comidas típicas, fumei um charuto de tabaco local, dancei Jazz, e conversei com as bruxas que trabalham nas ruas adivinhando o futuro das pessoas. Nunca vivi algo como New Orleans. Passei 3 dias por lá, na minha última noite, me juntei à um grupo de brasileiras – eu já estava a quase 3 dias sem dormir direito – e fomos para a Bourbon Street, que é uma das principais atrações da cidade. Eu não tinha nem um centavo no bolso, assim como minhas amigas. Saímos pelas ruas, fazendo amizade com as pessoas, que nos davam drinks de graça. Nos misturamos naquela magia insana de New Orleans, com o som do Jazz, o rebolado das mulatas, a gargalhada dos turistas e a magia que as bruxas lançavam sobre nós. A maioria dos bares e casas noturnas naquela rua eram de dois andares, e quando passávamos na rua, as pessoas dos andares de cima gritavam “show your boobs!” (mostre seus peitos!) e a cada vez que você mostrasse os seios ganhava um colar colorido de contas. Perdi a conta de quantos eu ganhei.
Terminamos a noite num bar de mulheres, onde haviam vários homens fazendo streaptease. Aquilo foi insano. Voltamos à pé para o hotel, que num momento de loucura pulamos na piscina e lá eu fiquei com as meninas até às cinco da manhã, quando me troquei e fui pegar meu avião de volta pra casa, dessa vez eu dormi o caminho inteiro, mas com um sorriso no rosto, aquele foram os quatro dias mais loucos da minha vida, acho que jamais viverei algo parecido.
Post feito pela Colaboradora Cebê.
Júlia Escrito por:
Júlia

Intercâmbio: I can do it!



26.07.2016


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Hey, leitores! Sou nova aqui e como estreia, vim compartilhar com vocês uma das minhas mais recentes angústias: O INTERCÂMBIO!

Em 2016 tomei uma importante decisão: Morar um tempo fora. Muito tem se falado sobre a minha “coragem”, mas o que as pessoas não sabem, e talvez nunca saibam, é que eu não vou deixar a minha vida aqui. Eu vou construir uma.

Percebi que o mundo adulto tem dificuldade em entender isso. Ser jovem, saudável, boa aparência, emprego fixo e ensino superior completo são virtudes no curriculum vitae e não atestado de uma vida bem sucedida. Status social não é satisfação pessoal.

E é por isso que eu vou deixar essa vida de cumprir metas. A meta da Universidade Federal, do concurso público, do carro, do apartamento… Meus sonhos são maiores. Quero sentir a insegurança de entrar num avião sem saber se meu inglês será suficiente para pedir um x-burguer com batata frita no MC Donald’s. Sentar em um parque qualquer, rodeada por gente esquisita e me encher de alegria por estar vivendo tanta história nova para contar.

Quero abrir os meus olhos, minha mente, conhecer a cultura de gente que não faz ideia do lugar que eu vim. Quero xingá-los em português e amá-los em todas as línguas. Puxar o que está escrito “push”, cumprimentar as pessoas com beijos e perceber que isso foi too much!

Eu quero essas pequenas coisas, afinal de contas a felicidade é simples. Chegou o meu tempo de descobrir isso. Não importa se eu vou chorar, se eu vou me arrepender por alguns minutos, se não vai ser como eu espero. Não importa se eu vou trocar fraldas, ouvir reclamação, passar perrengue, trabalhar de ressaca. Não importa quantos “você não precisa disso” eu vou ouvir até chegar lá. Porque ninguém sabe da sua vida, do que você sente, do tamanho dos seus sonhos.

Quero viver a loucura de ser alguém fora de uma bolha.

Eu posso. Você pode.

Shirlayne Mayara Lima Escrito por:
Shirlayne Mayara Lima

Projeto Fotográfico: O poder do olhar.



13.07.2016


Oi, gente! Aqui quem fala é a Marcela!

Hoje queria apresentar o meu projeto fotográfico “O poder do Olhar”. Feito para a cadeira de Fotografia (o mesmo trabalho deste post aqui), ele tem uma mensagem bem bacana que vale ser reproduzida por aqui. Para fazê-lo, me inspirei no fotógrafo Hannes Caspar.

Mas por quê escolher ele para criar um projeto inspirado na ideia?

Ultimamente existem muitos fotógrafos que tentam extrair algo a mais das fotografias, principalmente dos retratos. Esse “algo a mais” seria a carga emocional que as fotos carregam, seja a foto de uma criança com um rostinho tranquilo, ou um cara muito abalado.

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Foto que inspirou o projeto a nascer.

Nas imagens do fotógrafo podemos ver situações comuns do cotidiano e perceber como essas pessoas são simples e despretensiosas… Aliás, essa é a pegada! Podemos ver que as pessoas estão apresentadas o mais natural possível. Tudo é na medida certa, e não há nada gritante nas imagens.

Essas fotos são capazes de despertar sentimentos, sejam eles bons ou ruins, em quem as observa. Geram diversas interpretações, seja por um detalhe no posicionamento das mãos, um olhar mais profundo, curvatura nas costas, ossos aparecendo… Tudo se torna algo a ser observado e interpretado. São fotos que contam história sem dizer nada. É como se pudéssemos enxergar através delas. Elas nos provam que menos é sempre mais, e o simples também diz muito. Ou seja, a arte é acessível a todos!

E depois dessa introdução, aqui está meu projeto:

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Espero que eu tenha conseguido passar algo pra vocês através do olhar, afinal, um olhar fala mais que mil palavras.

Ahhh! Meu canal, onde falo sobre faculdade e mundo feminino, está voltando. Acessem clicando aqui.

Beijãooo!

Marcela Juliane Escrito por:
Marcela Juliane

Quando o amor transforma



07.07.2016


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Não é de hoje que eu venho debatendo esse assunto. O amor transforma, ele ultrapassa sentimentos que a gente tem pelas pessoas. Começa sempre do mesmo jeito: uma chama acesa que não cessa jamais. Depois, a segunda fase, onde o conhecer e conviver se misturam com a rotina. Por fim, os dois caminhos.

Os dois caminhos são tão opostos que fazem a gente pensar qual é o melhor seguir. O primeiro que aceita a convivência, percebe que são duas vidas andando paralelamente e não uma união de almas que se transformam. O segundo onde a aceitação de um amor profundo e verdadeiro é negado pela maneira fria que os casais acabam criando como rotina de seus dias.

Sempre em constante evolução. A pessoa que tu conhece hoje, amanhã não será a mesma. Seus olhos passarão por milhares de situações todas as horas do dia. E é improvável que ela queira se fechar para tudo que passa ao seu redor.

Mas não podemos negar, de fato, que a maioria vai querer trair para não estragar o mundo perfeito de um relacionamento longo e duradouro que é construido com anos de relação. A profundidade desse sentimento é maior que qualquer outro oceano a ser mergulhado.

Dai o relacionamento acaba. Por diversos motivos. Um diz que o outro não queria sair, não queria viver, não procurava estar junto. O outro diz que não estava mais afim, que não via mais companheirismo e que não tinha vontade nem de estar junto. O erro que procuramos para explicar esses momentos simplesmente não existem: ele está em tudo que aconteceu e passou. Simples.

Passou. Os dois integrantes do relacionamento mudaram; não são mais os mesmos de quando se conheceram. Eles buscam coisas novas, sensações que inovem suas rotinas. E ai entra a separação. Mas porque sofrer, odiar o outro e não querer nem ao menos conversar em paz quando necessário?

Anos se passam e a gente percebe que, no meio da rotina, éramos muito felizes. Mas mudamos: nossos rumos começaram a não ser mais os mesmos. Lá atrás, quando se conheceram, queriam shows e ir pra praia juntos. No fim, um queria conhecer o mundo e o outro, ficar em casa. São divergências pequenas que compõem uma vida.

Afinal, o que somos sem sonhar?

Júlia Escrito por:
Júlia