La La Land ensina o que é mais importante sobre o amor



20.01.2017


Foto: Anthony Lane
Foto: Anthony Lane
Eu nunca fui apaixonada por filmes, muito menos por musicais. Sou daquele tipo de pessoa que prefere olhar vários episódios de uma série ao ficar duas horas sentada olhando uma mesma história.
Sábado, dia 14 de janeiro, pré-estreia de La La Land, o filme musical que ganhou sete (isso mesmo!) Globos de Ouro e que está fazendo cinéfilos ficarem esperando ansiosamente pelo fim do primeiro mês de 2017.
Laura, que também colabora aqui no Blog, me mandou uma mensagem perguntando se eu não estava afim de ir assistir e tomar um café. Fomos, é claro.
Minha expectativa para qualquer coisa na vida é nula. Com a vida eu aprendi que é melhor não carregar expectativas, ainda mais quando se trata de filmes.
La La Land tem motivos de sobra para ser indicado a tantos Globos e estar fazendo pessoas de todo o mundo suspirarem com a história.
Além do ótimo enquadramento, da paleta de cores incrível, dos artistas sensacionais, do figurino impecável e dos planos sequência que conquistaram meu coração, o musical nos ensina muito mais: ele nos ensina o que é o amor.
O que é o amor, não é mesmo?! Um sentimento inexplicável, arrebatador. Quem já amou (ou ama) sabe que é um sentimento único.
No filme, Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling) são dois amantes da arte; ela atriz, ele músico. Suas vidas se cruzam com muita naturalidade, nas passagens do filme que são feitas em estações do ano. Tudo é tão natural, um amor clichê, sabe? Os dois se conhecem, começam a achar um ao outro interessantes, se cruzam novamente e começam a sentir algo mútuo, forte e encantador. Depois de três estações, descobrem que estão amando. O primeiro “eu te amo” é pronunciado e ai vem a parte linda desse romance.
A música e a arte separam o casal. Mia consegue o papel que ela queria como atriz e Sebastian resolve abrir seu bar de Jazz. Ambos resolvem seguir seus sonhos, particulares, suas vidas em paralelo.
Como em qualquer filme, nós esperamos que o romance aconteça, os personagens principais fiquem juntos e nosso coração acredite novamente na força do amor.
Porém, La La Land é muito mais que isso.
Certa vez eu fui ao Terapeuta. Fim de namoro, eu ainda estava sofrendo por não saber ao certo o que sentia pelo meu ex. Amar alguém pode ser um desafio em determinados momentos da vida. Assistir este filme me fez relembrar o que ele me dissera uma vez: “Júlia, as pessoas estão acostumadas a pensar que, ao terminar um relacionamento, o amor automaticamente termina também. A vida não é tão simples assim. Duas pessoas podem se amar e mesmo assim ficarem separadas para sempre. O amor é um sentimento de admiração, mas nem sempre a vida à dois faz a gente se sentir completo”.
Desde aquelas palavras, meus dias mudaram. Eu parei de pensar sobre meu antigo relacionamento e de imaginar como seria se estivéssemos juntos – porque somos o oposto um do outro, jamais daria certo.
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O filme mostra que Mia segue sua vida mesmo amando Sebastian. Eles pra sempre se amarão, pois o amor não é apagado, assim como os momentos que são compartilhados pelas pessoas.
Depois de cinco anos, Mia e Sebastian se encontram no bar que ele abriu (aquele que ele sonhava em ter). Mia, casada e mãe de uma menina, acaba entrando nesse bar e recorda tudo que os dois passaram juntos naquele ano. A primeira coisa que nos vem na cabeça é que ela abandonará toda a sua vida e ficará com ele, até porque, nada mais justo, eles se amaram e agora se reencontraram, não é mesmo?
Errado. O amor não é isso. Eles se amaram muito, isto é óbvio, não existe dúvidas. Mas, muitas vezes, amor é o sentimento que vive na lembrança, não no “para sempre”. Pensar que amor só é válido se as duas pessoas ficarem para sempre juntas é como dizer que, se alguém morrer, tudo que aquela pessoa viveu com você, será simplesmente apagado do seu pensamento.
De tantos ensinamentos, saímos com um aperto no coração da pré-estreia desse filme maravilhoso.
Sem ser clichê, o longa nos mostra, mais uma vez, que precisamos parar de romantizar tudo, precisamos aprender a ser racionais e levar a vida com sabedoria. Deixar de pensar no outro e seguir nossos sonhos, nossos objetivos. Não achar que é egoísmo terminar uma relação por ter vontade de explorar o mundo, ter novas experiências e experimentar novas possibilidades. A vida é muito curta para ficarmos negando a mudança sem assumir riscos para encontrar a nossa verdadeira felicidade.
Júlia Escrito por:
Júlia

O dia que descobri que eu pertenço ao mundo



10.01.2017


Desde que tenho idade suficiente pra me considerar gente, lembro que Paris estava presente como meu maior anseio. A ideia de conhecer os lugares boêmios descritos nos livros dos grandes autores, a graça das mulheres francesas, os cafés nos fins de tarde durante o verão… Tudo isso me parecia sempre muito distante, para o futuro.

A oportunidade surgiu durante meu intercâmbio na Irlanda, em 2011, e Paris foi,  sem dúvidas, meu primeiro destino logo após me mudar para Dublin. Cheguei na capital francesa em um dia nublado, porém glorioso. Em alguns cantos da cidade, o sol se revelava por entre as nuvens.

O sonho tinha se tornado realidade, e eu não poderia estar mais excitada. Tanta coisa para ver, para fazer, para sentir e eu não queria perder um minuto. Imediatamente após a chegada, coloquei meus fones de ouvido com músicas que transbordam emoções, a câmera no pescoço e me atirei nos braços da cidade.

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Île aux Cygnes, próximo à Pont de Bir-Hakeim @rechpoly

Sabe a coisa mais incrível que descobri? Paris é exatamente como descrevem, e a experiência pode ser tão apaixonante quanto almejamos. A estadia deve ser saboreada. Você deve perder-se  pelas ruas do bairro latino Quartier Latin, tomar um café enquanto vê o mundo passar, entender o mapa de metrô, e estar ciente de que à primeira vista ele vai te assustar mesmo e está tudo bem. E só então sentirá aquilo que todos falam, mas poucos realmente sentem.

Entre tantos lugares que indico, meu maior amor é o local em que tive minha primeira revelação. É uma praça minúscula, chamada René Viviani, ao lado da livraria Shakespeare & Company. Logo após chegar à bookstore, que foi o lar de diversos autores geniais (em outro post posso contar um pouquinho sobre a alma desse lugar), comprei Orgulho e Preconceito, numa versão maravilhosa de capa dura, um café para viagem, e me sentei em um banco nessa praça.

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Praça René Viviani, por @p_atriciacruz

Eu senti a brisa leve bater no rosto, suspirei ao notar a vista da majestosa catedral de Notre Dame, me encarando. Tudo que eu podia sentir era a emoção de estar exatamente onde queria desde os meus 10 anos. Naquele momento caiu a ficha. Eu estava em Paris! Com apenas 18 anos, nada de experiência, sozinha e uma vida toda de possibilidades à minha frente. Algo dentro de mim mudou nesse dia.

Chopin disse que Paris responde à tudo que um coração deseja, e eu desejava pertencer. Acabei descobrindo, naquele momento, que eu pertencia ao mundo. 

E é, por isso, que depois de passar por mais de 30 países ao longo dos últimos 5 anos, venho passar para vocês tudo o que aprendi e vivi, sendo mulher e viajando sozinha por esse mundão. Eu darei continuidade ao segmento de viagens do blog. Estarei compartilhando histórias, algumas indiadas, emoções, dicas e fotografias que falam mais que mil palavras.

Espero que a minha passagem por esse blog seja uma experiência tão especial para vocês quanto será pra mim.  E logo de cara, já lhes digo: joguem-se! Não há absolutamente nada de errado em estar sozinha na cidade mais romântica do mundo e nem em qualquer outro canto do globo. Vivam, sintam e abracem o mundo sem medo de ser feliz, porque ele, de fato, é grande demais para você nascer, viver e morrer no mesmo lugar.

Pont des Arts @rechpoly

Um brinde (no pôr do sol lá de Paris) à essa nova etapa e até a próxima. 

 

Polyana Rech Escrito por:
Polyana Rech

“O Riso dos Outros” e a nossa pobre opinião sobre piada



17.11.2016


Quem nunca viu alguém fazendo piada sobre alguém por ser gordo, magro, baixo, alto, feio, bonito, gay, mulher? Tantos outros atributos que fazem de nós “minorias” sociais e permitem que sejamos alvos de piadas. Quem nunca viu alguém chamando um negro de macaco? Ou relacionando sexo à imagem feminina? Ou até mesmo falando sobre a dificuldade que uma pessoa gorda tem em ser aceita na sociedade?

Isso não é piada. Isso é machismo, preconceito e racismo. 

O documentário “O Riso dos Outros”, produzido e dirigido por Pedro Arantes é um tiro na relação de comédia e sociedade. É um tiro que abre nossos olhos para uma realidade que bate a nossa porta todos os dias da nossa vida. 

Durante os 52 minutos do média-metragem, humoristas como Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marcela Leal, a cartunista Laerte e o deputado federal Jean Wyllys foram alguns dos convidados para participarem da reflexão a cerca do machismo enraizado na sociedade que estamos lutando para viver.

Casas de comédia de todo o Brasil (quiçá do mundo) perpetuam piadas misóginas e preconceituosas como formato de zombação. No documentário, os comediantes afirmam que a estratégia é utilizada por eles para fazer com que as pessoas se identifiquem com as chacotas e realmente se identifiquem com aquilo, pois todo mundo tem a reação de rir quando tocado num assunto que é taxado como tabu.

“Se o humor precisa de uma vítima, façamos a vítima certa, não é? Porque tem tanta gente que merece apanhar. Por que bater nos negros ou nas mulheres, não é? Que já apanharam bastante. Essa é a verdade.” disse André Dahmer, desenhista brasileiro, ao falar sobre machismo e racismo presente no humor.

Eu, Júlia, sempre fiquei me perguntando o porquê desse preconceito pesado colocado em piadas, quando o correto seria rir das coisas que acontecem na vida e são irônicas, não de pessoas, minorias, seus defeitos e qualidades ou suas personalidades. Imagina você crescer ouvindo que é menos que o coleguinha por ser gordo/negro/mulher e quando crescer ver que este preconceito está mascarado de comédia/piada?

Porque zombar de um gênero ou de uma raça? Será que temos motivos para sermos diminuídos perante a sociedade em formato de “show de comédia”? Daí se inicia uma reflexão acerca da visão de mundo que o comediante apresenta.

No caso de Marcela Leal, uma comediante extremamente machista e considerada “a primeira dama do stand-up comedy brasileiro”, penso que pode ser que ela queira conquistar o público por outro meio que não seja do talento que ela tem, ou que ela quer que as pessoas realmente caracterizem ela como “a mulher que faz humor sobre gordas e que acha isso engraçado” ou também como “a comediante que faz humor pra agradar os outros e não pensa em si mesma”. Tem um trecho no documentário em que Marcela fala sobre a vizinha gorda que mora perto da casa dela e que, em um certo dia, ao cruzar com esta mulher, a moça contentou que estava triste por não ter um namorado. A piada neste caso é uma mulher gorda querer ter um namorado, dá pra acreditar?

Será que realmente alguém achou graça disso?

Fica a reflexão sobre este documentário que mexeu com meu senso crítico e balançou meu conceito de “piada”.

Júlia Escrito por:
Júlia

Representatividade feminina na política



18.10.2016


A baixa representatividade feminina na política brasileira tem sido observada nas diversas esferas de poder. Atualmente, o país ocupa apenas a 121ª posição em termos de participação feminina na política. Na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, há 35 parlamentares, dos quais apenas quatro são mulheres.

Em entrevista, a candidata à Prefeitura de Porto Alegre em 2016, Luciana Genro, relata que ser mulher na política é um desafio permanente em busca de espaços e afirmação, “ainda mais quando se é mulher e filha de um político já reconhecido”, afirmou a filha do ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.

Luciana Genro com a bandeira do partido que representa. Foto: Fábio Pozzebom — Agência Brasil
Luciana Genro com a bandeira do partido que representa. Foto: Fábio Pozzebom — Agência Brasil

Advogada e fundadora do PSOL, Luciana Genro afirma que teve que lutar ao longo de sua trajetória na política, especialmente no início, durante o primeiro mandato como deputada estadual. Naquele momento, Luciana era a mais jovem da Assembleia Legislativa e teve que demonstrar que não era apenas filha de um político conhecido, mas que tinha pensamento próprio e projetos para apresentar. “Ainda hoje há pessoas que têm dificuldade de entender que uma mulher na política, filha de um político, pode seguir um caminho diferente daquele trilhado pelo pai. Essa é uma forma de preconceito bastante presente, embora muitas vezes seja sutil. Tenho uma relação de carinho e amor muito grande com o meu pai, mas na política seguimos caminhos distintos. E a dificuldade de entender e respeitar isso também é fruto do machismo”, conta a candidata.

Durante a campanha de 2016, Luciana recebeu apoio de pessoas de todas as faixas etárias. “Pessoas de todas as idades me paravam na rua para cumprimentar e manifestar apoio”, relatou Luciana, que também recebeu incentivo das mulheres, da juventude e da população LGBT.

Travestis e transexuais lutam por espaço na política brasileira

Luiza Eduarda dos Santos, 40 anos, jornalista e ativista do movimento LGBTs no Rio Grande do Sul, contou sobre a sua luta como mulher transexual no universo político. Apesar de se sentir extremamente respeitada e de ter espaço no partido que escolheu representar, o PSOL, ela conta que ainda sofre com os preconceitos por ser mulher e, ainda mais, por ser transexual.

“A política brasileira é muito injusta em questão de gêneros”, critica Luiza. O Brasil tem cerca de duzentos milhões de pessoas, sendo 51,3% de mulheres, o que representa mais da metade da população. Porém, em contraponto, na Câmara de Deputados, apenas 9% são mulheres, números que não condizem com o percentual feminino do país.

Neste ano, 84 mulheres transexuais se candidataram aos cargos de vereadora e prefeita. Somente quatro delas foram eleitas como vereadoras nas cidades em que concorreram, porém, apesar de baixo, este é um número significativo para a visibilidade do movimento LGBTs, onde em 2012, nas eleições anteriores, foram registradas somente 31 candidaturas. “As pessoas estão começando a discutir cada vez mais sobre quem são os travestis e transexuais e onde eles estão”, refletiu Luiza ao falar sobre a quantidade de mulheres que nos representam na política.

Em entrevista para o site Jornalistas Livres, o ator e empresário Thammy Miranda disse que a luta da população LGBTs precisa ser cada vez mais empoderada e percebida, principalmente pela utilização do nome social dentro e fora da política. Foi o caso de Luiza Eduarda, que teve todo apoio do partido para utilizar o seu nome social na campanha, que foi devidamente aceito pelo TRE no processo de candidatura. Além disso, a luta dos transexuais e travestis não para por aí: a transfobia é o foco, onde buscam o reconhecimento do ato como crime perante a sociedade.

Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, com origem nas manifestações das mulheres por melhores condições de vida e trabalho.
Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, com origem nas manifestações das mulheres por melhores condições de vida e trabalho.

Em entrevista, a candidata Alessandra Pinho, representante do PT em Gramado, cidade da serra gaúcha, contou sobre a realidade vivida na política municipal e os desafios a serem enfrentados.

Quais as dificuldades envolvidas na esfera política como formas de preconceito e críticas recebidas por ser mulher?

Alessandra: Acredito que a maior dificuldade está no comportamento e na formação dos indivíduos que compõe esse grupo. O ego, a insegurança, o preconceito e todos os tipo de comportamento ou pensamento que sejam distantes de um alvo comum, acabam criando uma barreira muito grande para a evolução da sociedade. Não recebi críticas, tampouco apoio dentro do partido como eu gostaria, no sentido de planejamento ou mobilidade para fazer visitas

E por que entrou na política?

Alessandra: Vir de família pobre e não ter recursos para investir numa carreira porque precisava trabalhar; me incomodar profundamente com injustiças de qualquer tipo e descobrir, através da internet, a possibilidade de conhecer novas visões e de ter acesso a informações diferentes das que as mídias convencionais ofereciam.

Como surgiu o convite para a chapa petista?

Alessandra: Minha candidatura surgiu à convite do partido (PT), mas para compor a quantidade necessária de mulheres que possibilitariam os candidatos homens completarem a chapa.

De quem surge o apoio recebido durante a campanha?

Alessandra: De mim mesma, de um dos filiados do partido por sua própria conta, até um certo momento e com muitas limitações na disponibilidade de seu tempo. Nas duas últimas semanas recebi o reforço do meu marido, Alexandre Guaranys, que chegou de viagem do Rio de Janeiro para me auxiliar até o final da campanha.

O machismo presente na política

Da direita para a esquerda: pesquisa feita com eleitores e pesquisa feita com eleitoras — ambos do município de Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul.
Da direita para a esquerda: pesquisa feita com eleitores e pesquisa feita com eleitoras — ambos do município de Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul.

Para quem acha que a desigualdade na política não é evidente, a pesquisa feita no município de Sapucaia do Sul, no dia 2 de outubro, comprovou que a confiança dada às mulheres é sempre menor que a dada aos homens. Foram 24 entrevistados, sendo 10 deles homens e outras 14 mulheres. Apesar de terem sido registradas 54 candidaturas de mulheres dentre os 180 candidatos de ambos os sexos, fica evidente o quão mais difícil é ser votada sendo mulher, onde muitas vezes é preferível votar nulo do que dar o voto de confiança a alguém do sexo feminino. A pesquisa deixa evidente o machismo que as mulheres envolvidas na política precisam conviver, em especial em municípios pequenos e com grande desigualdade na área da educação, onde a maior parcela dos naturais não chegam nem a concluir o Ensino Médio.

*Matéria produzida para a cadeira de Jornalismo Digital da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, ministrada pelo professor Micael Behs, pelas alunas Júlia Maciel, Laura Nienow, Martina Belotto, Luana Tavares e Andressa Brunner Michels.

Júlia Escrito por:
Júlia

O que mudou



17.10.2016


margaridas
Foto: WeHeartIt

Nem tudo na vida é pra sempre… disso já sabemos de cor e salteado.

Tem coisas boas, coisas ruins; coisas boas e ruins.

Tem aquelas que chegam e marcam território.

Tem aquelas que passam por nós, ensinam alguma coisa e se vão… livres como o vento.

Tem os que são especiais, outros nem tanto.

Tem os brincalhões, os difíceis, os que se acham a ultima pétala da margarida.

Ser ou não ser: eis a questão.

Ser quem a gente quer ser,

ser quem o outro quer que a gente seja.

Ultrapassar as barreiras que ficam jogadas por ai, que cruzam nosso caminho.

Aceitar. Não aceitar.

Pensar duas vezes. Não pensar.

Aguardar ansiosamente pela mensagem que nunca chega.

E depois esquecer por saber que aquela mensagem jamais chegará.

Passa. Tudo passa.

O que não passa se transforma.

Em arte, em amor, em luz. Em canto, em descanso. Em poema.

E daí a gente descobre que nada acontece por acaso,

tudo tem um motivo, mesmo que ele te faça chorar.

E se ele te fizer chorar, quer dizer que tudo aquilo que aconteceu,

pro bem ou pro mal

aconteceu de fato. Não foi algo passageiro, sem sentimento.

E acabou. E recomeçou.

o ciclo vai continuar.

 

Júlia Escrito por:
Júlia