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Jornalismo

Representatividade feminina na política



18.10.2016


A baixa representatividade feminina na política brasileira tem sido observada nas diversas esferas de poder. Atualmente, o país ocupa apenas a 121ª posição em termos de participação feminina na política. Na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, há 35 parlamentares, dos quais apenas quatro são mulheres.

Em entrevista, a candidata à Prefeitura de Porto Alegre em 2016, Luciana Genro, relata que ser mulher na política é um desafio permanente em busca de espaços e afirmação, “ainda mais quando se é mulher e filha de um político já reconhecido”, afirmou a filha do ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.

Luciana Genro com a bandeira do partido que representa. Foto: Fábio Pozzebom — Agência Brasil
Luciana Genro com a bandeira do partido que representa. Foto: Fábio Pozzebom — Agência Brasil

Advogada e fundadora do PSOL, Luciana Genro afirma que teve que lutar ao longo de sua trajetória na política, especialmente no início, durante o primeiro mandato como deputada estadual. Naquele momento, Luciana era a mais jovem da Assembleia Legislativa e teve que demonstrar que não era apenas filha de um político conhecido, mas que tinha pensamento próprio e projetos para apresentar. “Ainda hoje há pessoas que têm dificuldade de entender que uma mulher na política, filha de um político, pode seguir um caminho diferente daquele trilhado pelo pai. Essa é uma forma de preconceito bastante presente, embora muitas vezes seja sutil. Tenho uma relação de carinho e amor muito grande com o meu pai, mas na política seguimos caminhos distintos. E a dificuldade de entender e respeitar isso também é fruto do machismo”, conta a candidata.

Durante a campanha de 2016, Luciana recebeu apoio de pessoas de todas as faixas etárias. “Pessoas de todas as idades me paravam na rua para cumprimentar e manifestar apoio”, relatou Luciana, que também recebeu incentivo das mulheres, da juventude e da população LGBT.

Travestis e transexuais lutam por espaço na política brasileira

Luiza Eduarda dos Santos, 40 anos, jornalista e ativista do movimento LGBTs no Rio Grande do Sul, contou sobre a sua luta como mulher transexual no universo político. Apesar de se sentir extremamente respeitada e de ter espaço no partido que escolheu representar, o PSOL, ela conta que ainda sofre com os preconceitos por ser mulher e, ainda mais, por ser transexual.

“A política brasileira é muito injusta em questão de gêneros”, critica Luiza. O Brasil tem cerca de duzentos milhões de pessoas, sendo 51,3% de mulheres, o que representa mais da metade da população. Porém, em contraponto, na Câmara de Deputados, apenas 9% são mulheres, números que não condizem com o percentual feminino do país.

Neste ano, 84 mulheres transexuais se candidataram aos cargos de vereadora e prefeita. Somente quatro delas foram eleitas como vereadoras nas cidades em que concorreram, porém, apesar de baixo, este é um número significativo para a visibilidade do movimento LGBTs, onde em 2012, nas eleições anteriores, foram registradas somente 31 candidaturas. “As pessoas estão começando a discutir cada vez mais sobre quem são os travestis e transexuais e onde eles estão”, refletiu Luiza ao falar sobre a quantidade de mulheres que nos representam na política.

Em entrevista para o site Jornalistas Livres, o ator e empresário Thammy Miranda disse que a luta da população LGBTs precisa ser cada vez mais empoderada e percebida, principalmente pela utilização do nome social dentro e fora da política. Foi o caso de Luiza Eduarda, que teve todo apoio do partido para utilizar o seu nome social na campanha, que foi devidamente aceito pelo TRE no processo de candidatura. Além disso, a luta dos transexuais e travestis não para por aí: a transfobia é o foco, onde buscam o reconhecimento do ato como crime perante a sociedade.

Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, com origem nas manifestações das mulheres por melhores condições de vida e trabalho.
Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, com origem nas manifestações das mulheres por melhores condições de vida e trabalho.

Em entrevista, a candidata Alessandra Pinho, representante do PT em Gramado, cidade da serra gaúcha, contou sobre a realidade vivida na política municipal e os desafios a serem enfrentados.

Quais as dificuldades envolvidas na esfera política como formas de preconceito e críticas recebidas por ser mulher?

Alessandra: Acredito que a maior dificuldade está no comportamento e na formação dos indivíduos que compõe esse grupo. O ego, a insegurança, o preconceito e todos os tipo de comportamento ou pensamento que sejam distantes de um alvo comum, acabam criando uma barreira muito grande para a evolução da sociedade. Não recebi críticas, tampouco apoio dentro do partido como eu gostaria, no sentido de planejamento ou mobilidade para fazer visitas

E por que entrou na política?

Alessandra: Vir de família pobre e não ter recursos para investir numa carreira porque precisava trabalhar; me incomodar profundamente com injustiças de qualquer tipo e descobrir, através da internet, a possibilidade de conhecer novas visões e de ter acesso a informações diferentes das que as mídias convencionais ofereciam.

Como surgiu o convite para a chapa petista?

Alessandra: Minha candidatura surgiu à convite do partido (PT), mas para compor a quantidade necessária de mulheres que possibilitariam os candidatos homens completarem a chapa.

De quem surge o apoio recebido durante a campanha?

Alessandra: De mim mesma, de um dos filiados do partido por sua própria conta, até um certo momento e com muitas limitações na disponibilidade de seu tempo. Nas duas últimas semanas recebi o reforço do meu marido, Alexandre Guaranys, que chegou de viagem do Rio de Janeiro para me auxiliar até o final da campanha.

O machismo presente na política

Da direita para a esquerda: pesquisa feita com eleitores e pesquisa feita com eleitoras — ambos do município de Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul.
Da direita para a esquerda: pesquisa feita com eleitores e pesquisa feita com eleitoras — ambos do município de Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul.

Para quem acha que a desigualdade na política não é evidente, a pesquisa feita no município de Sapucaia do Sul, no dia 2 de outubro, comprovou que a confiança dada às mulheres é sempre menor que a dada aos homens. Foram 24 entrevistados, sendo 10 deles homens e outras 14 mulheres. Apesar de terem sido registradas 54 candidaturas de mulheres dentre os 180 candidatos de ambos os sexos, fica evidente o quão mais difícil é ser votada sendo mulher, onde muitas vezes é preferível votar nulo do que dar o voto de confiança a alguém do sexo feminino. A pesquisa deixa evidente o machismo que as mulheres envolvidas na política precisam conviver, em especial em municípios pequenos e com grande desigualdade na área da educação, onde a maior parcela dos naturais não chegam nem a concluir o Ensino Médio.

*Matéria produzida para a cadeira de Jornalismo Digital da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, ministrada pelo professor Micael Behs, pelas alunas Júlia Maciel, Laura Nienow, Martina Belotto, Luana Tavares e Andressa Brunner Michels.

Júlia Escrito por:
Júlia

Projeto Fotográfico: O poder do olhar.



13.07.2016


Oi, gente! Aqui quem fala é a Marcela!

Hoje queria apresentar o meu projeto fotográfico “O poder do Olhar”. Feito para a cadeira de Fotografia (o mesmo trabalho deste post aqui), ele tem uma mensagem bem bacana que vale ser reproduzida por aqui. Para fazê-lo, me inspirei no fotógrafo Hannes Caspar.

Mas por quê escolher ele para criar um projeto inspirado na ideia?

Ultimamente existem muitos fotógrafos que tentam extrair algo a mais das fotografias, principalmente dos retratos. Esse “algo a mais” seria a carga emocional que as fotos carregam, seja a foto de uma criança com um rostinho tranquilo, ou um cara muito abalado.

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Foto que inspirou o projeto a nascer.

Nas imagens do fotógrafo podemos ver situações comuns do cotidiano e perceber como essas pessoas são simples e despretensiosas… Aliás, essa é a pegada! Podemos ver que as pessoas estão apresentadas o mais natural possível. Tudo é na medida certa, e não há nada gritante nas imagens.

Essas fotos são capazes de despertar sentimentos, sejam eles bons ou ruins, em quem as observa. Geram diversas interpretações, seja por um detalhe no posicionamento das mãos, um olhar mais profundo, curvatura nas costas, ossos aparecendo… Tudo se torna algo a ser observado e interpretado. São fotos que contam história sem dizer nada. É como se pudéssemos enxergar através delas. Elas nos provam que menos é sempre mais, e o simples também diz muito. Ou seja, a arte é acessível a todos!

E depois dessa introdução, aqui está meu projeto:

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Espero que eu tenha conseguido passar algo pra vocês através do olhar, afinal, um olhar fala mais que mil palavras.

Ahhh! Meu canal, onde falo sobre faculdade e mundo feminino, está voltando. Acessem clicando aqui.

Beijãooo!

Escrito por:
Equipe

Projeto fotográfico: O que é o amor?



29.06.2016


Não é de hoje que AMOR é um dos meus assuntos preferidos. Numa onda de repudio à este sentimento, me vi inconformada com essa situação. Como nada posso fazer além de fotografar e escrever, usei as duas coisas que melhor sei lidar e juntei tudo em um projeto de 12 fotos que misturam o AMOR e a ARTE como forma de esclarecimento para os sentimentos que estão nos rondando atualmente.

Inspirada na fotógrafa Natália Mindru, eu sai às ruas no dia 19 de junho em busca de amor. Estava muito frio, tinha muita neblina; era o dia perfeito para ficar em casa olhando uma série. Mas eu acreditei que haveria amor por lá, e me dirigi à Redenção, o lugar mais lindo de Porto Alegre. Sem sol e fazendo uns 8 graus durante a tarde, os casais demonstravam naturalidade ao passearem pelo parque.

Sem permissão para os cliques, as fotos foram retiradas com uma NIKON D3200 com uma lente 70-300, com um zoom bem grandão e pouca distorção. Esse foi o material que eu usei para fazer os cliques dos casais que eu mais me apaixonei.

O projeto completo está exposto na galeria do ISSUU, clicando aqui você será direcionado para o livro digital com as 12 fotos

PS.: Ei, se você está nesta foto e se sente incomodado com sua imagem, avise-me que eu tirarei do ar :)

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Foto: Júlia Maciel

O amor que todos nós devemos procurar: o amor puro, calmo, singelo. De um casal de tantos anos ou do amor de dois adolescente. AMARTE une o amor e a arte como forma de sentimento, é uma forma de ver o mundo, com olhos de quem não condena quem ama, mas sim admira a coragem de permanecer tentando.

Todas as fotos foram feitas para o projeto de fotografia da cadeira Fotografia I com o professor Fernando Krum, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos – a nossa queridinha Unisinos.

Júlia Escrito por:
Júlia

Como fazer suas próprias fotos em estilo polaroid



12.03.2016


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Oi minha gente, tudo bem com vocês?

Hoje venho trazer uma coisa que tenho certeza que vocês irão gostar. É a foto em estilo Polaroid sem ter uma Instax ou qualquer outra câmera.

Para você fazer isso basta você ter:

  • Um editor de fotos que permita você editar, colar e mexer nas suas fotos (eu indico o velho e bom Photoshop)
  • Fotos que você queira criar :)
  • Molde que estará disponível para baixar aqui :)

Acho interessante que você tenha em mãos um bom editor. Essa é a parte fundamental de toda a sua criação, pois permite que você mexa em todas as configurações da sua foto.

Veja o passo a passo:

abra1
Abra o arquivo que vou disponibilizar para você abaixo
selecione a sua foto2
Abra a imagem que você deseja transformar em polaroid
corte a sua imagem3
Corte sua imagem e deixe-a exatamente do tamanho e jeito que deseja deixar na sua polaroid
clique na imagem e ajuste o tamanho 4
Ajuste o tamanho da imagem para facilitar na hora de colar no molde
passe sua foto para a outra tela e dps aperte crtl t 5
Mova a sua foto até a outra tela e edite-a até ficar do tamanho exato do “quadrado colorido”
finalização 6
Depois de ajustar é só salvar sua foto ou fazer todo o processo novamente com outra foto.

No começo parece difícil, mas depois facilita totalmente e você nem sente mais que está editando a foto e colando na polaroid.

Gostaria de ressaltar que este molde não é de minha autoria e ele foi encontrado no blog Borboletando  que pertence a Victória. 

O resultado é muito legal, as fotos realmente ficam iguais polaroides.

Algumas dicas: 

  1. Imprima como foto ou imprima em algum papel fosco. Sempre a opção fosca fica ainda mais real.
  2. O tamanho correto para a impressão é 13×18
  3. Você vai precisar cortar suas fotos, então prepare uma régua e um estilete para não dar nada errado.

E aqui está o molde para a sua façanha (que vai ficar realmente incrível)

diy-modelopolaroid-post1

Se não conseguir abrir clique aqui  <3

Dica: Para que você não gaste tanto e ela fique menor e mais parecida ao estilo de polaroide mesmo, coloque 3 fotos  em uma folha no Word com margens de 0,9 cm em todos os lados. Edite o tamanho da foto até ela caber 3 em cada página e corte as bordas pretas com a ferramenta de corte do word (ou no photoshop quando estiver editando). Eu escolhi as minhas em preto e branco, porém imprimi em Papel Couchê em uma gráfica que tem impressoras em Laser. Opção mais econômica em tempos de faculdade né pessoal :p 

Resultado:

polaroidesP&B

Ao total eu gastei R$12 reais para imprimir 24 fotos em papel Couchê impressão Laser Preto e Branco. Achei super em conta :)

Bom, espero que tenham gostado. Se quiserem mais dicas é só me seguir no Instagram @adornosblog  ou no Facebook Blog Adornos Femininos :)

Júlia Escrito por:
Júlia

Show do Maroon5 em Porto Alegre



11.03.2016


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Créditos: Ton Müller / Divulgação: T4F

Oii meu povo, como vocês estão? Hoje eu vim aqui contar para vocês que eu fui no show do Maroon5 ontem (dia 09/03/2016) e estou extremamente satisfeita por ter tido essa grande oportunidade em minha vida {Obrigada amore <3} 

O show aconteceu no estacionamento da Fiergs em Porto Alegre, teve abertura dos portões as 16 horas e somente as 21:30 que a banda entrou em palco. As bandas que abriram o show eram realmente muito boas, primeiro com a banda gaúcha Dingo Bells e depois com os norte-americanos da Dashboard Confessional.

O show não teve atrasos mas a chuva não deu trégua em nenhum momento. Adam vestido com uma calça jeans e um abrigo deixava todos curiosos pelo seu corpo e seu cabelo loiro.

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Foto: Ton Müller / Divulgação: T4F

Adam e a banda cantaram e tocaram 15 músicas ao total e eu fiquei muito feliz em perceber que sabia cantar 12 delas. Sempre gostei muito de Maroon5 mas não ao ponto de comprar um cd e me viciar nele. Na verdade não sou assim por nenhuma banda ou cantor. De fato isso foi o que mais me surpreendeu!

Animals, One More Night, Stereo Hearts, Harder, Lucky Strike e Wake Up Call, Maps, This Love, Sunday Morning, Payphone e Daylight foram as músicas da primeira parte do show. Quando voltaram, trouxeram Lost Stars, trilha do filme “Mesmo Se Nada Der Certo”, She Will Be Loved, Moves Like Jagger e por fim a música mais recente e mais esperada por mim, Sugar.

Adam foi muito simpático durante todo o show, fez brincadeirinhas e piadas sobre o clima e falou sobre quanto o nosso idioma é difícil. Depois de um tempo levou as fãs a loucura: Adam tirou a camisa e deixou seu físico e todas as tatuagens a mostra.

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Uma selfie chuvosa para vocês

A saída do show foi bem conturbada, como qualquer show, a alimentação era absurdamente cara e os banheiros com filas gigantescas. Como choveu durante o dia todo, o chão estava com muito barro e muito desconfortável de se pisar. Cambistas vendiam ingressos por R$100 reais lá pelas 21:20 na frente do local do show  e capas de chuvas era o que mais se via por lá. O estacionamento ficou por R$50 reais para aqueles que foram de carro.

Na ida e na volta teve congestionamento, mas nada que afetasse nossa felicidade em estar indo para o show do Maroon5, que estava por aqui pela primeira vez!

Uma coisa que me chamou muito atenção foi que na entrada os seguranças não pediram a carteira de estudante em momento algum, ou seja, qualquer um poderia ter comprado ingresso de estudante ou não e ter entrado com meia entrada. Não gostei muito dessa parte. 

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A turnê atual é do disco “V” da banda e eles já passaram pela América do Norte e pela Europa. Aqui farão shows em mais a cinco cidades brasileiras, dentre elas Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, São Paulo e, por fim, Rio de Janeiro. Em setembro estarão na Ásia e na Oceania, fazendo shows em diversos países.

O show contou com mais de 30 mil pessoas e a banda tocou até as 23:10 da noite de quarta.

 

 

Júlia Escrito por:
Júlia